Arquivo da categoria 'Pessoal'

O tempo não volta atrás

Quantas vezes não desejei que o tempo voltasse atrás; quantas vezes não pensei: “Não devia ter feito isto” ou “se eu tivesse feito isto…”.

Este desejo reveste-se de importância mais profunda quando as minhas acções tocam as pessoas que me são próximas. É uma sensação de vazio, de desnorte. Um sentimento que me fixa no passado, desejando contornar a força imutável do tempo. O passado torna-se absoluto e prende-me. A dado momento o meu acto adquire importância exponencial, talvez mais do que deveria ter; talvez maximizado a algo que não correspondeu de verdade.

O que quero dizer é que o sentimento de falhar prende-nos ao passado; o não aceitar os erros mostra-nos uma realidade caiada de negro. Mas o tempo não volta atrás… e se voltar atrás  que seja para pensar o futuro. O futuro e o presente, esses sim, são tempos de opção, de correcção e de acção. São os tempos que nos desprendem do passado, que nos libertam.

Oxalá…

Não sou poeta… não sou contador de histórias…
Oxalá tivesse palavras para narrar tudo aquilo que vejo e penso.
Oxalá pudesse falar de uma forma eloquente, mais rica, mais apelativa.
Mas Deus aceita a minha simplicidade.
Usa as minhas mudas palavras que falam pelo olhar.
Usa o meu agir para completar o que o olhar deseja.
E usa os meus amigos para me ajudarem naquilo que desejo.

Vida de catequista

O tempo avança sempre mais rápido do que desejamos. Uma semana de trabalho chega a ser asfixiante e quando damos por ela chegou o fim-de-semana. No meio deste turbilhão ainda há gente, quase num acto heróico, que se disponibiliza para fazer catequese.

O problema é quando os catequizandos se tornam verdadeiras “pestinhas”. Que S. Judas Tadeu me acuda e me salve desta causa perdida! Ai como é difícil. Quem é catequista deve perceber o que quero dizer. A maior frustração para mim não é os dias em que saio da sala com a cabeça em papas, mas a sensação de dúvida que por vezes me assola de saber se estou ser bom catequista. Por mais dinâmicas que se use, por mais amabilidade que se tenha, por mais carinho que se tenha, ainda assim vem o balde de água fria: “Que seca!” ou ainda “Só estou aqui porque os meus pais me obrigam”.

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Nota inicial

Não é nada fácil começar um blog… primeiro porque a oferta é imensa, depois porque a falta de originalidade pode levar ao seu fim.

Daí eu ter chamado ao blog “Shema Yisrael”. A minha intenção é a de criar um espaço de reflexão, que naturalmente exige uma escuta interior e a escuta de outros.



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